sábado, 3 de maio de 2008

Poesias

Poesias que eu Fiz a Anos atraz em um momento De revolta e por fim apaixonado. Enfim são só algumas das muitas que Já fiz! espero que Gostem!

Meus segredos,o pecado preso na garganta,
o proibido me atrai, me distrai;
Doce ilusão de liberdade,
amarga realidade de fraqueza e incompetência,
as coisas mais simples se tornaram tão complexas!!
A bondade que se torna uma utopia,
segredos que me sufocam.
Ninguém me escuta!
Estou sozinho em um quarto escuro,
por mais alto que eu grite, ninguém me ouvirá,
Jamais me ouvirão!
Quem ama escuta,
Quem escuta julga,
Quem julga condena!
Estou condenado a morte,
A sentença: enforcado pelos próprios segredos
Paulo Lourenço


O tempo passou, todos mudaram,
mas meu relógio parou
ouço os violinos do passado,
o silêncio do futuro,
e o barulho infernal do presente,
os anos fogem como dias,
e o Fantasma da solidão se aproxima,
olho no olhos dele,
carinhosamente me abraça,
me seduz, quer que eu vá,
será que irei resistir?
sinto um forte arrepio,
triste alucinação,
o dia passará,a noite chegará,
e o fantasma da solidão virá novamente me abraçar
e me levar para seu mundo onde
no fim estarei só,
e não restará nada além da sombria desolação da eternidade
Paulo Lourenço


Busco no meu passado a dor presente.
O que há de tão vil em minha mente?
A dor oculta se torna uma máscara sem rosto,
e eu que já nem sinto mais o gosto,
dos prazeres desta vida,
Vida de partida para um abismo sem fim.
O que há de errado em mim?
O coração pulsa na garganta,
e essa sua face santa que omite tantos pecados...
Sou errado, estou errado,
Posso até ter meu coração arrancado,
que buscarei no passado essa dor descontente.
Paulo Lourenço


Sou um demônio perdido num céu de anjo ocos
Eu, que já fui o mais fiel e brilhante do anjos,
Me joguei na poeira,
Nadei no mar de fogo,
Comi do pão que eu mesmo pisei,
Agora esses anjos ocos, com seus rostos cobertos
vem tentar descobrir meu rosto?
Não queira tomar a minha dor,
Todos somos loucos,
suporte sua própria cruz,
pois se eu cair,
fracasarei com a honra de ter tentado suportar sozinho.
Não há anjo, não há demônio,
Só há a dor e o sofrimento do fim,
e lá esperarei por todos esses anjos ocos bem ao lado de mim!
Paulo Lourenço


É assim todo dia
O sol clareia brando
O luar suaviza o pranto
Medito sobre nossas vidas

A lua em silêncio me observa
A brisa leve toca meu rosto
Esse é o paraíso que me reserva
A parte de minha vida que tenho gosto

Vencido pelos desejos.
Presos entre sorrisos e lágrimas.
Amarrados por nossos corações.
Que vá embora a saudade que me domina.
E venha mais uma vez iluminar o meu caminho.
Liberte-se das cadeias da alma
Se Entregue ao flamejar dos corpos
Mostre-me a paz que eu vejo em meus sonhos.

Quero deitar-me sob a terra
e observar a beleza da vulnerabilidade do amor
Ser absorvido para seu interior
Ser parte da sua essência
É tudo que quero e penso em sentir
Paulo Lourenço

Um comentário:

Dan Portugal disse...

Que lindo, Paulo!
Talentos Colcheanxs se revelando!
Adooooooooooooooro.