
"Na tentativa de escaparmos dos extremos, fugimos logo para o meio, onde pensamos que está o equilíbrio.. achamos que ali está a maturidade; se a gente observar, o meio é uma posição perigosa, de desinteresse e falta de envolvimento: "em cima do muro", neutralidade. Só que a vida não nos permite isso, porque ela não é neutra. É cômodo, mas insatisfatório. Ficar no "meio" indica indiferença. Nela não há interação direta nem calorosa... nos escondemos para não mostrar nossas preferências, sentimentos ou limitações. Quem opta pelo meio nunca será um covarde, mas nunca será um herói, nunca terá débito, mas também nunca terá crédito, não deixará transparecer a raiva, nem muito menos o amor. Não revelará fraqueza, mas jamais demonstrará força. É uma vida apática, insípida e vazia, na fronteira entre a loucura e a sanidade. Somente com determinação podemos fluir de um extremo a outro, passar do negativo ao positivo e voltar. Não há nada totalmente positivo, nem nada totalmente negativo, temos que enfrentar frente a frente as situações e sim tomar uma posição, por mais errada que seja. Ninguém aprende a viver a vida, de cima do muro."
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