Nunca imaginei
que iria
me afeiçoar tanto pelo tarot,
não o
uso como verdades absolutas,
mas sim como um norte,
um guia,
como uma
pessoa mais velha e
experiente falando a
mim,
um ombro amigo sem papas na
língua. Muitas
coisas deixei de
fazer e outras tomei
como conselheiro o tarot, fui
avisado muitas
vezes de
riscos que corria e
em nenhuma delas parei e pensei,
simplesmente fiz e vi
que tipo de sofrimento passei. Relembrando e associando
tudo, lembrei de
um conto de
machado de Assis
que li
em 2003, parece
que foi
ontem, os
ciclos da
vida são realmente impressionantes, Tanto
pelo Machado de Assis,
tanto pelo conto "A
cartomante"
então deixo
um trecho fatídico do
conto,
onde pra mim a
personagem principal,
mais misteriosa e
real é de
fato a
cartomante.
"... Camilo inclinou-se para beber uma a uma as palavras. Então ela declarou-lhe que não tivesse medo de nada. Nada aconteceria nem a um nem a outro; ele, o terceiro, ignorava tudo. Não obstante, era indispensável mais cautela; ferviam invejas e despeitos. Falou-lhe do amor que os ligava, da beleza de Rita... Camilo estava deslumbrado. A cartomante acabou, recolheu as cartas e fechou-as na gaveta..."
(Machado de Assis - A cartomante)

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