sexta-feira, 20 de março de 2009

Tarot


Nunca imaginei que iria me afeiçoar tanto pelo tarot, não o uso como verdades absolutas, mas sim como um norte, um guia, como uma pessoa mais velha e experiente falando a mim, um ombro amigo sem papas na língua. Muitas coisas deixei de fazer e outras tomei como conselheiro o tarot, fui avisado muitas vezes de riscos que corria e em nenhuma delas parei e pensei, simplesmente fiz e vi que tipo de sofrimento passei. Relembrando e associando tudo, lembrei de um conto de machado de Assis que li em 2003, parece que foi ontem, os ciclos da vida são realmente impressionantes, Tanto pelo Machado de Assis, tanto pelo conto "A cartomante" então deixo um trecho fatídico do conto, onde pra mim a personagem principal, mais misteriosa e real é de fato a cartomante.

"... Camilo inclinou-se para beber uma a uma as palavras. Então ela declarou-lhe que não tivesse medo de nada. Nada aconteceria nem a um nem a outro; ele, o terceiro, ignorava tudo. Não obstante, era indispensável mais cautela; ferviam invejas e despeitos. Falou-lhe do amor que os ligava, da beleza de Rita... Camilo estava deslumbrado. A cartomante acabou, recolheu as cartas e fechou-as na gaveta..."
(Machado de Assis - A cartomante)



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